Restrição do uso de celular nas escolas completa 6 meses: o que mudou no dia a dia dos estudantes?

Em fevereiro de 2025, entrou em vigor a política de restrição do uso de celulares nas escolas públicas e privadas de várias regiões do país. Seis meses depois, essa medida que gerou debates acalorados entre alunos, professores e pais, começa a mostrar seus efeitos — e nem tudo é preto no branco.

O que diz a regra?

A principal diretriz é simples: os celulares devem ficar guardados durante o período das aulas, com uso liberado somente em momentos específicos autorizados pela escola. A ideia é evitar distrações e promover maior foco no aprendizado.

O que mudou na rotina dos alunos?

Muitos estudantes relatam que, no começo, a adaptação foi difícil. “A gente está tão acostumado a olhar o celular que parece que falta algo,” conta Ana, 15 anos. Por outro lado, vários jovens perceberam que conseguem prestar mais atenção às aulas e até interagir melhor com colegas.

E os professores?

Para os educadores, o controle do uso do celular foi um alívio em algumas situações, principalmente para evitar o uso inadequado em sala. “A concentração melhorou e os alunos participam mais,” relata o professor Marcos Silva, de São Paulo. No entanto, alguns professores apontam que perderam uma ferramenta útil para pesquisas rápidas e dinâmicas de aula.

A família percebe diferença?

Os pais também estão divididos. Alguns celebram a diminuição do tempo que os filhos passam grudados nas telas, enquanto outros sentem falta da comunicação fácil, principalmente na hora do intervalo.

O que dizem os especialistas?

Psicólogos e educadores reforçam que o uso excessivo do celular pode prejudicar o desenvolvimento da atenção e a socialização dos jovens. Porém, alertam para a importância do equilíbrio e da educação digital — simplesmente proibir não é a solução mágica.

Dados e números

  • Segundo uma pesquisa feita em maio de 2025 pela ONG Educação Conectada, 65% dos alunos disseram se sentir menos distraídos após a proibição.

  • Porém, 40% afirmaram sentir falta de usar o celular para fins acadêmicos.

  • O índice de reclamações por bullying virtual dentro da escola caiu 30% no último semestre.

O que vem pela frente?

Com a experiência dos primeiros 6 meses, algumas escolas já estão ajustando suas regras, adotando horários específicos para o uso controlado do celular e investindo em programas de educação digital. O desafio agora é encontrar um meio-termo que respeite a necessidade dos alunos de se conectarem com o mundo e o foco nos estudos.

 E você, como tem sido sua experiência com essa regra? Conta pra gente no @somosmultimais

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